domingo, 30 de junho de 2013

Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.

"Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca".



Sabia? 
Gosto de você chegar assim, 
arrancando páginas dentro de mim 
desde o primeiro dia.”


"Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me... move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir.

Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.

Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo"

"Pense coisas boas. Faça coisas bonitas. Diga palavras risonhas. Sorria antes do desprezo. Faça circular em sua volta uma porção de sentimentos bons para atraí-los de volta a você."
O segredo: cada não que eu recebi na vida
entrou por um ouvido e saiu pelo outro.
Não os colecionei.
Não foram sobrevalorizados.
Esperei, sem pressa, a hora do sim. O não é tão freqüente que chega a ser banal.
O não é inútil, serve só para fragilizar nossa auto-estima.
Já o sim é transformador.
O sim muda a sua vida. Sim, aceito casar com você.
Sim, você foi selecionado.
Sim, vamos patrocinar sua peça.
Quando não há o que detenha você,
as coisas começam a acontecer, SIM.


"Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós."


domingo, 23 de junho de 2013

Inefável!



Porque a única saída de emergência possível seria fechar as portas entreabertas do passado. Através daquelas frestas, eu tinha a visão dos entulhos e uma vontade incontrolável de arrumá-los. Mas não se organiza o alheio, eu só podia trancafiar tudo o que me travava o salto, o passo de dança, a caminhada adiante. E, para abrir meus caminhos, tive que me desapegar da casa abandonada introjetada. Tive que me despedir da vontade de recuperar as perdas necessárias. Tive que rejeitar a cadeira que não me acomodava sentada, o sofá que me acomodava da vida, a louça suja que lembrava a indigestão emocional. Tive que admitir que não havia um seguro que resgatasse a perda total daquelas relações.

Outras portas se apresentam. A paisagem emoldurada pela janela, não é mais apenas contemplada: experiencio, internamente, o que está do lado de fora. Mas tive que fechar, com convicção, todas as portas do passado para conseguir descobrir o segredo da chave que eu tinha na mão... e que me abre para o AGORA.

Desejo boas notícias.

"Vem, que eu te ensinarei a voar e a segurar nas crinas de meu cavalo branco. Vem, que tomaremos banho na chuva, desafiaremos o vento e venceremos o tempo. [...] Vem, não vai doer..."

CFA in Limite branco

As pessoas não se apaixonam muito hoje em dia, ninguém mais oferece moletons quando você está molhado. Elas preferem estudar, ganhar dinheiro e viver outras experiências. Faça uma enquete rápida e concluirá que quase ninguém crê no amor. Quanto mais você sabe da vida, menos você se apaixona. A paixão nasce da ignorância: quanto menos sei sobre você, e mais eu quero saber, mais vulnerável eu fico.”

Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo. Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.”

Hoje eu queria te levar um beijo de boa noite. Um beijo delicado sobre tua testa, sem nenhuma outra intenção além de te desejar uma boa noite de sono. Nem pedir para estar em teus sonhos, nem pedir para dormir ao teu lado. Queria apenas te ver doce, te ver repousar com todas as inseguranças e perspectivas de um menino, já que a barba será feita somente antes do trabalho, já que os compromissos, por enquanto, estão apenas na agenda, já que o coração está tranqüilo e quase amando uma menina que queria beijar sua testa pelas noites que virão, já que o sono parece uma boa cama para os sonhos que ainda precisam esperar, já que agora o homem pode tirar a máscara e deixar o nu da face iluminar um punhado de estrelas que moram no teto do seu quarto, já que o tempo entre um pensamento e outro é tão rápido e tão milagroso que pode despertar o próximo dia.



"Meu avô era tomado por leso porque de manhã dava
bom-dia aos sapos, ao sol, às águas.
Só tinha receio de amanhecer normal
Penso que ele era provedor de poesia como as aves
e os lírios do campo."

domingo, 16 de junho de 2013


Aqueles dois, vivem uma relação de recomeços. De busca. E de muitos encontros que deram certo.

O amor celebrado

Quando era criança, assistia a filmes e novelas românticas e pensava:  será que um dia escutarei “eu te amo” de alguém? É bem verdade que ouvia  todo dia da minha mãe, mas não era do mesmo jeito que o Francisco Cuoco  dizia para a Regina Duarte. Eu sonhava com o “eu te amo” apaixonado,  dito por um homem lindo, e com a voz um pouco trêmula, para deixar a  emoção mais evidente. Será que era invenção do cinema e da tevê, ou  essas coisas poderiam acontecer mesmo? Era esperar para ver.
  
Passou  o tempo. Cresci, ouvi e retribuí. Clichê? Que seja, mas não há quem não  se emocione ao escutar e ao dizer, ao menos nas primeiras vezes, em  pleno encantamento da relação, quando a declaração ainda é fresca,  pungente, verdadeira, a confirmação de algo estupendo que se está  experimentando, um sentimento por fim alcançado e que se almeja eterno.  Depois ele entra no circuito automático, vira aquele “te amo” dito nos  finais dos telefonemas, como se fosse um “câmbio, desligo”.

O  tempo seguiu passando, e me encontro aqui, agora, descobrindo que há  outro tipo de “te amo” a ser escutado e falado, diferente dos que  acontecem entre pais e filhos e entre os amantes em relacionamentos  vigentes. É quando o “te amo” já não é dito para firmar um compromisso,  para manter alguém a par das nossas intenções ou para experimentar uma  cena de novela. O “te amo” da maturidade vem desvinculado de qualquer  mensagem nas entrelinhas, não possui nenhum caráter de amarração e  tampouco expectativa de ouvir de volta um “eu também”. Ele é singular.  Estou falando do amor declarado não só quando amamos com romantismo, mas  também de outra forma.

A experiência tem se dado do seguinte  modo: tenho dito “eu te amo” para amigas e amigos, e escutado deles  também. Uma declaração bissexual e polígama, que resgata esse sentimento  das garras da adequação. Volta a ser o amor primitivo, verdadeiro, sem  nenhuma simbologia, puro afeto real. Amor por pessoas que não conheci  ontem num bar, e sim por quem já tenho uma história de vida  compartilhada. Amor manifestado espontaneamente àqueles que não me  exigem explicações, que apoiam minhas maluquices, que fazem piada dos  meus defeitos, que já tiveram acesso ao meu raio-X emocional e sabem  exatamente o que levo dentro – e eu, do mesmo jeito, tudo igual em  relação a eles. Mais do que nos amamos – nos sabemos.

É um “eu te  amo” que cabe ser dito inclusive aos ex-amores, ao menos aos que nos  marcaram profundamente, aos que nos auxiliaram na composição do que nos  tornamos, e que mesmo nos tendo feito sofrer, foram fundamentais na  caminhada rumo ao que somos hoje. E indo perigosamente mais longe: esse  ex-amor pode ainda ser seu marido e sua mulher, mesmo já não fazendo seu  coração saltar da boca. Pelo trajeto percorrido, e por ter alcançado o  posto de um amigo mais que especial, merece uma declaração igualmente  comovida.

É quando o “eu te amo” deixa de ser sedução para virar celebração.




Mas estou cansada, apesar de minha alegria de hoje, alegria que não se sabe de onde vem, como a da manhãzinha de verão. Estou cansada, agora agudamente!
Vamos chorar juntos, baixinho. Por ter sofrido e continuar tão docemente. A dor cansada numa lágrima simplificada. Mas agora já é desejo de poesia, isso eu confesso, Deus. Durmamos de mãos dadas. O mundo rola e em alguma parte há coisas que não conheço. Durmamos sobre Deus e o mistério, nave quieta e frágil flutuando sobre o mar, eis o sono.

In: Coração Selvagem.
Clarice Lispector



Me dê noticia de você, eu gosto um pouco de chorar, a gente quase não se vê, me deu vontade de lembrar. Me leve um pouco com você, eu gosto de qualquer lugar, a gente pode se entender e não saber o que falar. Seria um acontecimento, mas lógico que você some, no dia em que o seu pensamento me chamou; eu chamo o seu apartamento, não mora ninguém com esse nome, que linda a cantiga do vento; já passou. A gente quase não se vê, eu só queria me lembrar, me dê noticia de você, me deu vontade de voltar.”



domingo, 9 de junho de 2013

Eu tô ficando velha, eu tô ficando louca ♫


Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Juntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.

Pra achar a solução, continue a nadar ♫


sábado, 1 de junho de 2013

Nós, incompletos - Ivan Martins


Nós todos nascemos com algo quebrado dentro de nós. Essa fratura primordial impede a auto-suficiência e exige a presença do outro. Uma pessoa amada, querida ou apenas desejada mitiga a nossa dor original e provê, com a sua presença, algumas sensações essenciais. Ela nos dá o prazer do contato corporal, ela garante a segurança de não estarmos sós, ela oferece, com seus olhares e seus gestos, a admiração e o carinho sem o qual a nossa personalidade murcha.

Todos precisam de atenção, mas nem todos são capazes de aceitá-la calmamente. Ao sentir-se dependente – isto é, ligado ao outro – muita gente pira. Arruma razões fúteis para brigar, enlouquece de ciúme, sente-se sufocar pela presença do outro. Ao final, dá um jeito de chutar o pau da barraca e acabar com aquilo, para enlouquecer de dor logo em seguida. É um paradoxo triste e comum. As pessoas sofrem sozinhas, mas não conseguem permitir que alguém chegue tão perto a ponto de comovê-las - e ameaçá-las com a possibilidade de uma dor ainda maior.


Se me esqueceres - Pablo Nerudapablo

"Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus."

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amnhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu.

N - Nando Reis ♥

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
P.S.: Essas duas postagens que se referem à música N do meeeeeu Nando Reis são dedicadas à uma amiga muito especial, Sayonária Dantas. Pois, ela me questionou se eu não ia postar N em meu blog, e como eu tinha postado em 2011 fiz esta "repescagem" para esta pessoa tão maravilhosa que Deus colocou em minha vida, e repito que esta música o Nando fez para mim. *-*

N - Nando Reis ♥


E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

E agora como posso te esquecer?
Se o teu cheiro ainda está no travesseiro?
E o teu cabelo está enrolado no meu peito

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo

E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N"
Como um elo

E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?

Junho, seu lindo *--------*


"Quando o mês de junho chegar "

Chegou o mês mais lindo e mais alegre do ano para nós, os nordestinos. Gostaria de saudar todos os santos juninos: São João, Santo Antônio e São Pedro e pedir-lhes que este mês seja repleto de bençãos para todos nós.

E viva São João!