domingo, 26 de maio de 2013


Daí sua amiga te conta do Du, um baixinho pançudo que tem cheiro de rua, um cara que não entra nos lugares como se tivesse de equilibrar um troféu no queixo, não cheira a couro de carro importado com perfume de festa fechada da Europa. O Du não tem puxa-sacos, ele tem amigos. Ele não namorou modelos cheiradoras, ele namorou aquela mina gente fina que trabalha pacas para ver se emplaca alguma coisa legal naquele projeto bacana. O Du, que fofo, acha que galleterie serve frango. O Du é o cara que, comprovado por 789 mulheres que o serviram no escuro — com medo da opinião alheia —, faz um serviço de primeiro mundo. E o que suas amigas diriam se a vissem com o estranho do Du? Ah, elas diriam: “Que pele boa a sua, amiga!” Porque você tá trepando horrores enquanto muitas outras, coitadas, tão desfilando com algum playboy que acha que os olhos de sua mulher, ao ver o abdômen dele ou a conta bancária dele, são uma zona erógena. Toda menina só vira mulher quando desencana de tudo e passeia de mãos dadas com o Du, o verdadeiro pegador.

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