sábado, 20 de abril de 2013

Cor


Se eu vestir uma blusa verde, tu não me verás com novas esperanças, se me vestir de carmim, vermelho sem fim, ainda assim, não me amarás por todo esse meu sofrer, se algum azul do mar também me colorir, sei bem, que jamais mergulharás no meu íntimo sem fim. Visto-me, então, com aquela joia rara, peça lapidada, ouro 18 kilates, presente que me deste pra alegrar, e sei que no meu pescoço brilhará ainda mais o teu orgulho, a tua mesquinhez diante do simples. E me dispo, jogo a teus pés o que não me eleva, o que me cabe não precisa brilhar. Pegue teu troféu, tuas medalhas de vaidade, porque hoje a tua falta de amor me vestiu de cinza.

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