sábado, 20 de outubro de 2012

Eduardo e Mônica - Legião Urbana


‎"E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo...
E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas, que se não fossem
tão tortas, não teriam se cruzado!"
Olhando assim, ninguém diz. Mas há toda uma explicação do porquê eu ser desse jeito. Só eu mesmo, que sempre estive comigo, aguentando as barras, as rupturas, os socos na cara.”
De todas as coisas que eu posso ser, me limitei na condição de apenas ser tua.

''O amor é a força mais abstrata e
também a mais potente que há no mundo.''

"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito."


"A vida da gente é a coisa mais bonita que existe. Mesmo que nem sempre seja doce. Mesmo que nem sempre tenha cor. Mesmo porque quem dá o sabor e o tom somos nós mesmos. Diariamente. "

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nota de esclarecimento:


Inefáveis leitores!! Venho esclarecer minha ausência. Estou no final do 5° período e não está sendo nada fácil, além de tudo, tenho que conciliar faculdade com o trabalho e meu tempo está muito corrido. Então, peço desculpas por me ausentar desse recanto que tanto amo e me ausentar de vocês, que fazem deste blog especial. Prometo que quando esta maré baixar estarei de volta aqui, firme e forte. Agradeço a compreensão, e desejo muitas doçuras à vocês!

Grande abraço da Nay ;**

Mafalda :D


Ensáio sobre um copo manchado com batom



Só quero dizer o quanto invejo batom e copos.

Certo dia me deixaram o seguinte critério: "O copo de cachaça manchado de batom vermelho". O critério soou meio como um desafio, e devo confessar que muito me agrada ser desafiado.

O que batom tem em comum com um copo? Aparentemente nada. Entretanto, esses dois substantivos são ligados por um outro: o lábio, que no caso, são lábios, assim mesmo no plural, para proporcionar o dobro de provocação e desejo.

Primeiramente falo do batom. O que dizia mesmo a música? "A um muro de batom entre nossos lábios". E o que a poetiza diz? "O batom vermelho é a arma da mulher". Preciso falar mais alguma coisa? Preciso, e vou dizer exclusivamente ao batom. Batom, você é o ser mais sortudo que existe. Você é o véu que cobre os lábios, deixando-os numa postura paradoxalmente interessante: é uma camuflagem que atrai ao beijo, e um muro que o bloqueia na mais intensa manifestação da pele. E é justamente por isso que te invejo, porque está sempre mais perto do local onde todos desejam estar: os lábios femininos.

E o que falar do copo? As músicas não o citam. Nem os poetas dão o devido respeito. Talvez porque saibam que o copo é um objeto abençoado por deus. Abençoado na medida em que estão constantemente a tocar os lábios e a beijar as mulheres. Como invejo tal objeto. Como invejo a postura dura e fria de se dirigir aos lábios sem ao menos tremer, nem vibrar, de emoção. Postura essa, que nunca poderá ser manifesta por nós: os apaixonados. Pois, em nossa essência, não perdura a imparcialidade dos copos, e sim, o vibrar da pele.

Aí amigo(a), quando se tem aos olhos um copo manchado de batom. É a maior traição que um ser apaixonado pode sofre na vida. Pois, apresenta um crime duplo: o muro de batom derrubado e o beijo imparcialmente frio do copo. Aos olhos de alguém que a distância vê, as digitais dos lábios impressos no gelado copo; se pensa: bem que poderia ser eu a tocar tais lábios. E é justamente por isso, que invejo o batom e o copo.  

Outubro :D

Que você seja carregado de doçuras e que leve todas as mágoas anteriores. Bem vindo, Outubro!


A vontade cresce de uma forma dilacerada, vontade de sentir os lábios daquele que escreve os versos mais belos, daquele que sabe a forma certa de encantar usando as palavras. Usa-se o batom para fazer arte e charme, mas esse batom que constrói uma barreira, um muro que pede em silêncio, grita interiormente para ser derrubado. Mas, há o medo... Medo de deixar-se apaixonar avassaladoramente, assim como foram nas vidas passadas. O contato mais próximo foi em questão de segundos, um abraço caloroso e sincero, um roçar de dedos, um fungado no pescoço, aspiração de perfume.
E este empasse é vivido e revivido  na mente, é imaginado como seria se o batom tivesse sido borrado, por mais que não fosse de cor vermelha, a cor que simboliza a paixão.  É bom ter cuidado com os olhos, aqueles olhos que veem a cor da alma, pois eles podem fazer os instintos irem embora e em seu lugar surgir uma avassaladora paixão.

Em uma segunda-feira comum, quatro amigos reúnem-se para jogar conversa fora e beber. Enquanto o líquido da garrafa se acabava surgiam confissões, sorrisos, vontades expressas e não expressas. Em meio a esse encontro nada casual em uma mesa de cimento, mãos “sem querer” se encostavam não mãos, dedos na verdade, aquilo era uma tentativa desenfreada de um contato que não se prendesse somente ao olhar.
Duas dessas pessoas saíram e logo voltaram, mas quanto aos que ficaram como procederam?  Conversaram. Nada demais foi revelado e nenhuma vontade foi traduzida em palavras. Mas, logo chegou a hora de voltar e essa sem dúvida, foi a melhor parte da noite. Braços que abraçam ombros... Houve um elo montado por dois corpos que se uniram em um caloroso abraço, palavras trocadas e marcas de batom relembradas, mas nesse momento de palavras ao pé do ouvido foram expostas as vontades que ainda não foram concretizadas.