segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Em uma segunda-feira comum, quatro amigos reúnem-se para jogar conversa fora e beber. Enquanto o líquido da garrafa se acabava surgiam confissões, sorrisos, vontades expressas e não expressas. Em meio a esse encontro nada casual em uma mesa de cimento, mãos “sem querer” se encostavam não mãos, dedos na verdade, aquilo era uma tentativa desenfreada de um contato que não se prendesse somente ao olhar.
Duas dessas pessoas saíram e logo voltaram, mas quanto aos que ficaram como procederam?  Conversaram. Nada demais foi revelado e nenhuma vontade foi traduzida em palavras. Mas, logo chegou a hora de voltar e essa sem dúvida, foi a melhor parte da noite. Braços que abraçam ombros... Houve um elo montado por dois corpos que se uniram em um caloroso abraço, palavras trocadas e marcas de batom relembradas, mas nesse momento de palavras ao pé do ouvido foram expostas as vontades que ainda não foram concretizadas.

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