segunda-feira, 1 de outubro de 2012


A vontade cresce de uma forma dilacerada, vontade de sentir os lábios daquele que escreve os versos mais belos, daquele que sabe a forma certa de encantar usando as palavras. Usa-se o batom para fazer arte e charme, mas esse batom que constrói uma barreira, um muro que pede em silêncio, grita interiormente para ser derrubado. Mas, há o medo... Medo de deixar-se apaixonar avassaladoramente, assim como foram nas vidas passadas. O contato mais próximo foi em questão de segundos, um abraço caloroso e sincero, um roçar de dedos, um fungado no pescoço, aspiração de perfume.
E este empasse é vivido e revivido  na mente, é imaginado como seria se o batom tivesse sido borrado, por mais que não fosse de cor vermelha, a cor que simboliza a paixão.  É bom ter cuidado com os olhos, aqueles olhos que veem a cor da alma, pois eles podem fazer os instintos irem embora e em seu lugar surgir uma avassaladora paixão.

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