domingo, 1 de abril de 2012



Ela era sozinha e se sentia sozinha, mesmo estando acompanhada por muitas pessoas, dentro de seu coração faltava algo, faltava uma chave, um alguém para decifrar seu sorriso. Um enigma se destacava em seu sorriso mecânico e amarelo. Quando conversava escolhia as palavras, sentia medo de conhecer pessoas, pois não sabia o que podia esperar delas, devia ter medo da decepção de continuar a ser sozinha nesse mundo negro. Quando via as flores se encantava, mas pensava: - Como ela podem ser tão lindas e tão sozinhas? Se via numa flor... Os livros a acompanhavam e ela os considerava sua melhor companhia. O trabalho a satisfazia, mas ainda assim se sentia só. Não sabia como e nem por que. Só sentia, só achava, não sabia explicar nada que viesse de dentro dela. Ela apenas vivia...

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