terça-feira, 30 de agosto de 2011

Me escreva uma carta sem remetente, só o necessário e se está contente. (Tiê - MAPA-MÚNDI)





Você foi covarde. Com sua ternura pálida, seu medo de tudo, sua polidez em cumprir as promessas. Você não aprendeu a mentir. Tampouco aprendeu a dizer a verdade. O dia está escuro e não soprarei a luz ao seu lado. O dia está lento e não haverá movimento nas ruas. Você não revidou nenhuma das agressões, não revidará mais essa. Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais comovida. A mais sincera. A mais dolorida. O que me atormenta é que sou capaz de amar sua covardia. Foi o que restou de você em mim.

2 comentários:

  1. ei, que bacana seu blog =D

    to seguindo aqui, segue o meu? \o/

    www.foiporquerer.blogspot.com

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  2. Nayara, que maravilhoso esse texto. E, quase, um retrato fiel de uma paixão em movimento. -rs

    Adorei; abração,

    Rodrigo Davel

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