domingo, 17 de julho de 2011

A música toca, o vento sopra, o chá borbulha, o cigarro queima. Preciso do estrago para sentir que há a reparação, e recomeço, das minhas próprias cinzas, velando minha tristeza, chacoalhando meu corpo e sentindo a vida me adentrar pelos poros. É por isso que tenho estômago resmungão e olhos famintos. Tenho asco da vida tal como ela é. Procuro, arranjo e quero sempre mais. Meto-me no perigo porque quero a plenitude de toda a miudeza. Quero ir com a corrente mais leve, mais solta, mais clara. Ah, como me pesa viver. Já não me suporto mais em nada.
Minha vida é essa: eu tentando me desmistificar a mim.

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