sábado, 9 de julho de 2011

Coisa bem bolada essa dos braços se encaixarem.
Uma possibilidade tão perfeita que parece que já foram imaginados também com esse propósito. 
Mas o melhor do abraço não é a idéia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. 
O melhor do abraço é a sutileza dele. 
A mística dele. A poesia. 
O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra.
O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. 
O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. 
A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.

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